
Votaram favoravelmente à indicação, além de Eduardo da Fonte, os membros titulares: Lula da Fonte (filho de Eduardo e deputado federal pelo PP), Adalto Paes Barreto, Elias Manoel da Silva e Fernanda Cerqueira. Já o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), que também se coloca como pré-candidato ao Senado, e o deputado federal Fernando Filho (União Brasil), irmão de Miguel, abstiveram-se.
Imediatamente após o fim da reunião, que durou pouco mais de 40 minutos, Miguel Coelho, Fernando Filho e Antonio Coelho (membro suplente da executiva) deixaram a sede da federação sem falar com a imprensa.
Em conversa com a imprensa após a escolha do nome dele para disputar o Senado, Eduardo da Fonte minimizou a nota divulgada mais cedo pelo presidente nacional da União Progressista, Antonio Rueda.
"Isso faz parte da política. Mas qualquer decisão da nacional precisa ter o referendo dos dois copresidentes: Antônio Rueda e Ciro Nogueira (senador e presidente do PP). Ciro Nogueira já soltou uma nota referendando todos os atos da executiva estadual", ressaltou.
Pela manhã, Rueda havia publicado uma nota na qual sustentava que qualquer decisão estadual sobre a pré-candidatura ao Senado que não fosse unânime estaria sob o escrutínio da direção nacional.
Da Fonte minimizou, ainda, a publicação do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. Em texto nas redes sociais, Coelho reitera a nota de Antonio Rueda e afirma que não há decisão sobre o nome da federação na disputa pelo Senado.
"É um ponto de vista, mas ele (Miguel Coelho) veio, estava presente, então a presença dele valida a reunião. Vamos aguardar com calma e cautela. Tudo isso faz parte do processo político", disse.
Eduardo da Fonte, mencionando a legislação, também afastou a possibilidade de Miguel Coelho candidatar-se de maneira avulsa ao Senado. O ex-prefeito de Petrolina, em 30 de maio, havia aventado a possibilidade caso não houvesse consenso na direção estadual.